Histórias Inspiradoras

Entrevista com Marina Ribeiro da Marré Deci

Uma das melhores coisas do empreendedorismo: poder conhecer gente maravilhosa e com elas estabelecer mais que relações de trabalho, mas verdadeiras amizades. Essa é minha relação com a Marina da Marré Deci uma loja linda com itens super descolados e modernos.

E claro que a história dela é inspiradora e com certeza serve de motivação pra gente continuar a caminhada. Separei algumas perguntinhas pra ela que você confere agora:

Conta pra gente, como decidiu empreender?

Marina: Será que eu decidi? Sempre, desde criança, eu estava arranjando alguma coisa para vender, comercializar. Pintava umas estatuetinhas e levava para a mãe de um amigo que tinha loja vender. Bem novinha já tinha uns alunos particulares. Antes de terminar a faculdade eu já tinha a minha primeira empresa. Uma confecção de roupas de criança, chamada Dippy.

Nesta época, não havia tanta informação disponível e nem havia tanto glamour em empreender. É árduo hoje, era mais ainda antes. Acabei fechando a confecção e, depois de cursar uma pós em marketing e trabalhar em algumas empresas, comecei uma nova empresa. Trabalhei com prestação de serviços de marketing por mais de 10 anos. Nesta empresa eu era sócia de meu ex-marido. Acabou o casamento e a sociedade.

Quem empreende tem que ficar muito íntimo de algumas palavras. A primeira é resiliência. Cair e levantar e cair e levantar infinitamente. Este é o risco principal. Quem não aguentar os altos e baixos não pode empreender.

Então, aqui estou em um novo empreendimento. A Marré deci, que por fim, une as experiências dos dois empreendimentos anteriores.

E hoje, quais suas principais motivações?

Marina: Eu gosto de trabalhar. Tenho prazer. E foi sempre o meu sonho ter meu próprio empreendimento. Adolescente, nunca fiz planos de casamento, filhos, família. Para o desespero de minha mãe, que vinha me mostrar os mais lindos vestidos de noiva. E eu jurei que nunca usaria um!

Meus empreendimentos sempre foram pequenos, mas busquei inovar e criar formas diferentes de trabalhar e me relacionar com os clientes. Os internos e os externos.

Mesmo fora dos planos, os filhos vieram. Três! E tornaram-se a grande motivação. Haja grana para manter uma família. Todas sabemos!

Como a Marré deci começou?

Marina: Certo dia eu estava almoçando em um restaurante e ouvi uma mulher na mesa ao lado reclamando que precisava de alguém para trabalhar para ela e não encontrava. Ela era representante de roupas infantis. Quando terminei o almoço passei na mesa dela e deixei meu cartão. Algum tempo depois comecei a ajudá-la na representação das roupas. Observei que todas as lojas tinham alguma mercadoria que não vendia, não agradava ao público.

Eu queria muito um negócio na internet. Então pensei em criar um espaço para comercializar as várias pontas de estoque. Surgiu a Marré deci. Mas por conta de várias dificuldades não consegui dar continuidade e, de certa forma, abandonei o primeiro projeto.

Mas havia mais ali e decidi retomar. Minha filha mais velha resolveu trabalhar junto e isto foi um grande motivador. É bom ter alguém para dividir os sucessos e as derrotas! Resolvemos comprar as peças e revender, funcionar como uma loja, oferecendo roupas para bebê que fugissem do convencional, utilizando cores diferentes, sem distinguir gênero, valorizando as meninas e utilizado motivos da cultura popular. Achamos que isto atenderia ao público de pais e mães, na faixa dos 25-35 anos que assistiram Star Wars, e cresceram jogando vídeo games.

Mas ainda não ficamos contentes com a qualidade dos produtos que tínhamos condições de adquirir e resolvemos produzir. Controlar a produção nos permite perseguir e controlar a qualidade que desejamos. Estamos evoluindo para chegar cada vez mais próximos da excelência.

Quais as principais dificuldades?

Marina: As dificuldades são muitas. E a segunda palavra que o empreendedor tem que conhecer é paciência. A concorrência é muita, em todos os campos. E quem é pequeno, não tem tanto capital, tem que ser muito criativo para aparecer.

Manter o empreendimento é caro e dinheiro sempre é uma dificuldade. Manter um controle financeiro sem chorar e nem arrancar os cabelos é o grande desafio. Prefira fazer pela manhã. À noite é capaz de tirar o sono.

Mão de obra é difícil. Não é muito fácil encontrar o comprometimento.

Enfim, dificuldades são muitas. Só mesmo muita vontade, paciência, resiliência para manter a gente na estrada!

Como você as supera?

Marina: Superamos uma a cada dia, certo? Um bom planejamento ajuda muito. Manter contato com outros empreendedores também ajuda. Conversar, trocar experiências e idéias.

 Para finalizar, mande um recado para quem está começando agora!

Marina: Fazer um planejamento, não pular esta etapa. Não precisa ser um super planejamento, mas é preciso colocar no papel as metas e, principalmente, organizar o horário de trabalho, distribuir as tarefas ao longo do tempo. Procrastinar é muito fácil. E acabamos deixando de lado coisas importantes, porque não gostamos muito de fazê-las. A gente se auto-engana com o “não deu tempo”.

Procure pessoas que possam se comprometer e em cujo trabalho você possa confiar, para poder efetivamente delegar. Não é possível fazer tudo sozinho.

Tratar os clientes como você gostaria de ser tratado. Buscar a qualidade infinitamente. E não duvidar da vitória.

E sorte. É preciso sorte, também!

Vamos conhecer a Marré deci?

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